• Um caldeirão de pura cultura baiana

    Forró na Bahia

    Por aí...







    Maria Rita e seu samba



    Rio de Janeiro

    Uma Maria Rita que afirma seu amor pelo samba

    Se posso dizer que foi em 2007 que Maria Rita conseguiu se desvencilhar um pouco de Elis Regina com o CD “Samba Meu”, posso afirmar que “Coração a Batucar” (sexto trabalho) selou sua independência da mãe. Mesmo que ela ainda faça suas homenagens, o novo show da cantora selou seu amor pelo bom samba e toda sua criatividade em direção musical. Aquele que não é tão pé no chão quanto o anterior, mas que consegue deixar um ar de raiz do começo ao fim. Uma seleção de músicas muito bem pensada pela cantora que foi também, a diretora musical do CD. 

    Com presença intensa de Arlindo Cruz em composições, que estava presente no Citibank Hall na última sexta-feira (30/05), as quase duas horas de show deixaram fãs e novos admiradores da cantora, agitados e inseridos no contexto da alegria que se fez presente em todo tempo. Ouso dizer até, que Maria Rita é uma das vozes atuais mais coerentes e marcantes no samba com seu CD e show “Coração a Batucar”. 

    Firmeza na voz e simpatia foram as palavras de ordem no show no ótimo espaço do Citibank Hall, no Via Parque Shopping, na Barra da Tijuca (RJ). Sua característica de manter um ineditismo em cada canção com sua voz encorpada e suave, ao mesmo tempo, permanece. Sua emoção a cada verso musical transcende. E lindo de ver e ouvir a voz totalmente dominada, nunca interrompida durante o show. Para quem andava reclamando da animosidade da moça, Maria Rita deixou claro que este fato foi lenda. Ela brincou, pediu ao público para sambar junto e animou ainda mais seu show. As mesas do espaço, foram deixadas de lado e antes mesmo do bis, quase todo público estava perto do palco trocando energia positiva e sambando muito com uma Maria Rita sorridente e brincalhona. A emoção maior fica por conta do choro contido e a voz quase embargada em “Mainha Me Ensinou”. 

    “Mais uma vez aqui estou...não vou negar, eu vou representar”. E representou! Um salve à linda voz, ao fôlego, ao equilíbrio e ao arranjo incrível do show “Coração a Batucar” de Maria Rita. Vale também um salve aos fãs da moça, que entoaram junto cada música deixando a noite mais alegre ainda. 

    Que Salvador receba rapidamente Maria Rita e seu show pra lá de animado e de grande qualidade musical.

    Veja os cliques





    E são quinze anos agradando um público apaixonado




    EM SAMPA

    Já passava da meia noite e meia, quando Macy Gray entrou no palco do Cine Joia, na madrugada da sexta (11/04) para o sábado, para apresentar o show que comemora os seus 15 anos de carreira. Desde o lançamento de “On How Life Is” em 1999, a diva do R&B e Soul norte-americano já lançou, no total, oito álbuns e o público paulistano pôde se deliciar com seus maiores sucessos.

    A abertura da noite ficou a cargo de Wax Tailor. O DJ francês comandou as pickups, animando o público que começava a encher as dependências do Cine Joia. Ao final da apresentação de Tailor, um clima de ansiedade se instaurou no local. A entrada no palco da banda que acompanha Macy Gray e seus primeiros acordes era um prenúncio de que muita coisa boa estaria por vir.

    Com seu visual peculiar e com muito brilho, inclusive no pedestal do seu microfone, Macy Gray não demorou a cativar o público. Logo que balbuciou suas primeiras frases, a cantora fez a audiência do Cine Joia gritar e em seguida acompanhá-la música após música. Mas não é apenas o seu timbre de voz diferenciado que chama a atenção em Macy Gray. O seu carisma e o seu poder de comunicação com o público durante o espetáculo ajudam a explicar porque ela coleciona tantos fãs ao longo do mundo. 

    Acompanhada por músicos competentes, Macy Gray fez um show contagiante. Não poupou os fãs de ouvir (e cantar) os seus maiores sucessos e ainda apresentou uma música inédita que fará parte do seu próximo álbum. Em cerca de duas horas de performance, os sucessos Still, Sexual Revolution, Do Something, Beauty in the World e Sweet Baby não ficaram de fora do setlist, mas foram a versão para a música Creep da banda Radiohead e o mega sucesso I Try os responsáveis pelos melhores momentos da noite. Difícil não se emocionar ao ouvir a canção de Tom Yorke na voz de uma das divas do R&B. Mesmo tendo uma voz suave, Macy Gray não deixou a força do refrão de Creep se perder, pelo contrário, contando com a ajuda do coro das pessoas que acompanhavam extasiadas a sua apresentação, ela criou um dos momentos mais emocionantes do show.

    O outro momento mágico foi quando a I Try começou a ser cantada. Música que lançou Macy Gray ao estrelado em 1999, I Try parece já ter se tornado um clássico. Talvez seja o momento mais esperado e quando ele chega é perceptível a cumplicidade entre cantora e fãs que, hipnotizados, cantam e alto e bom som, cada frase, saboreando o momento.

    Com um show delicioso, Macy Gray em nenhum momento deixou a vibração caiu e provou porque é considerada uma das maiores cantoras da atualidade.

    Texto e foto: Mila Ramos




    Barzinho e violão? Onde?


    RIO DE JANEIRO 

    Ana Carolina lota o Citibank Hall no Rio de Janeiro com seu #AC

    O que vem à sua cabeça quando você vê em algum lugar “show da Ana Carolina” ? Certamente, posso supor que na cabeça de muitos se passa uma típica cena de barzinho: voz e violão, um clima meio romântico, e por aí vai. Um clima intimista, digamos. 

    Daí, em meio a um banho de inovação, surge essa voz incrível e indescritível, em um show comemorativo aos seus quinze anos de carreira. Realmente, se a intenção era impactar, missão cumprida. Cenário, musicalidade, figurino, iluminação... tudo no show recebeu um toque notável do gênero eletrônico da música. Quase que uma rave ao estilo próprio de Ana. Um pouco arriscado, mas até que funcionou bem.

    Do setlist, a escolha foi bem agradável. Todos os desejos foram atendidos: músicas novas, antigas, grandes sucessos, e até uma homenagem ao ídolo da cantora, o grande Chico Buarque, com ‘Resposta a Rita’. 

    Com certeza, aqueles que puderam comparecer a pelo menos um dos dois shows realizados pela cantora no Rio, não se arrependeram. Talento não falta a essa mulher que é um verdadeiro exemplo de que a música brasileira vale ouro! E que sua voz permanece inalterada. Ao contrário, melhora a cada apresentação. Aguardemos agora em Salvador o #AC 

    Texto: Bruna Martins
    Foto:  Drips Favilla


    Obs.: Aguardem amanhã o Pinterest do Dendê Cultural com as fotos 





    "Nunca Tem Fim"... a gente espera O Rappa por aqui 



    O Rappa quando vem a Salvador, sempre é mais que esperado. Uma banda que por si só não precisa de apresentações. O axé em seus shows sempre é grande e o coral de baianos apaixonados por suas músicas também não é nada pequeno. O Dendê Cultural cobriu a estreia da nova turnê da banda no Rio de Janeiro.

    Ao som do rapper Edi Rock, a noite de estreia carioca da turnê 'Nunca tem fim...' da banda O Rappa, foi aberta na casa de shows Citibank Hall no Rio de Janeiro. E a estreia foi em grande estilo: gente bonita, estrelas globais, muita vibe espalhada por todo o grande espaço da casa carioca _ que teve lotação máxima _ pertinho da orla da Barra da Tijuca. 

    O jornalista Ricardo Boechat que escreveu sobre o trabalho novo da banda, deu as boas vindas e ressaltou: “Sempre me incomodou a ideia de ‘arte engajada’. Menos pelo engajamento do que pela arte, pois arte é liberdade... Só liberdade. Não existe nada melhor neste mundo do que estar livre” e ainda “pela nossa luta (manifestações em todo o País), nossa batalha diária... a vida nunca terá fim.” Uma abertura de peso para uma banda marcante na história da música brasileira. 

    Quem abriu musicalmente o esperado show do Rappa , foi o rapper Edi Rock, aquecendo a galera na batida do rap e solos de guitarra. Logo depois, Falcão entrou já agradecendo a vibe carioca que emanava pelo ar. Com um som alternativo, mistura de ritmos e instrumentos a banda levantou o público. 

    A turnê 'Nunca tem fim...' retrata o lado social, espiritual e politico do povo brasileiro. Destaca-se nessa linha os hits ‘Boa noite, Xangô’, ’Alto-Reverse’ e o single de trabalho ‘A vida nunca tem fim’ pontos que diferenciaram a noite e todos numa só voz, acompanhavam a banda. 

    Vanessa da Mata que estava prestigiando O Rappa, foi chamada no meio de “Cruz de Tecido”, (música que faz menção ao acidente aéreo nos Estados Unidos) pra 'dar uma moral' como diria Falcão. 

    A noite não ficou por aí. Com Vanessa no palco, Falcão levou a galera a loucura, propondo um 'pocket' em homenagem a Chorão e Champignon. Dentre todas essas surpresas, hits como: ‘Reza Vela’, ‘Pescador de Ilusões’, ‘Rodo Cotidiano’ e ‘Lado A, Lado B’, fizeram parte do êxtase da noite. 

    Uma noite espetacular onde O Rappa mostrou que realmente o novo disco é um pé na porta de ideais antigos, de códigos ultrapassados. Um clarão nas mentes e uma energia super positiva nos corações!!! 

    Salvador espere, que logo O Rappa chega em terras soterópolis para trazer esse mix de música boa e vibe positiva.


    Texto de Ewerton Antunes e Bia Pestana
    Fotos: Ewerton Antunes 

    Clique aqui e veja as fotos do show! 



    Trinta anos? Alguém tem certeza disso? 



    Eu não! Kid Abelha emana energia de um grupo que está com dois ou no máximo cinco anos de estrada com uma diferença: lota uma casa como o Citibank Hall (no Shopping Via Parque/ RJ) e consegue fazer com que centenas de pessoas preservem a voz de Toller...ou seja, todos cantam as músicas da banda com todo astral que se esperava da noite. 

    Um show que não tem cenário chique nem suntuoso. Apenas imagens ou do grupo ou qualquer outra que acompanhasse o tom da música que viesse. O que precisava ter, e teve, era a energia que foi trocada entre público e banda que acompanhou 30 anos na vida de muitos que ali estavam. Quem estava se preocupando com cenário com uma Paula Toller animadíssima, falante e cheia de vibração para passar? Garanto que ninguém. Com um George Israel brincalhão e dando show no seu sax? Com um Bruno Fortunato tímido, mas com uma guitarra inacreditável? Tudo que compunha um show inesquecível estava ali à nossa frente! Sem tirar nem por. 

    “Amanhã é 23” foi um dos momentos mais emocionantes do show (eu falei um DOS). Paula explicou a importância da música para o grupo e ouvir todo o Citibank Hall entoando com muita emoção, foi algo. Assim como “Grand’ Hotel” que foi uma apresentação fantástica. “Garotos”... um momento alucinante se posso dizer isso dentro de um show tão coeso, tão unificado. “Como eu quero” e “Te Amo pra Sempre” dava para ver pessoas fechando os olhos e viajando no tempo onde essas músicas as marcaram de alguma forma. 

    Em dois momentos da apresentação, Paula Toller disse que não esperava aquela energia toda. E sinceramente? Não achei que fosse nada de “ah todos os cantores falam isso por cada cidade que passam”. Claro que falam “Salvador é tudo”, “Vocês de BH são o máximo”, mas ela passou uma emoção que ela não esperava ter de tão forte que foi. Amantes dos 30 ou da metade da carreira sólida e cheia de nuances positivas do grupo estavam ali e queriam sempre mais da energia que a banda conseguiu passar. 

    O final inesquecível quando todos se reuniram para agradecimentos, depois do bis que “Fixação” fez muita gente voltar ao passado, Paula Toller levou sem instrumentos, “Os Outros” para enfatizar que de toda a turnê  , aquele show foi um dos mais emocionantes para o grupo : “ Depois de vocês , os outros são os outros e só...”. Foi EMOCIONANTE em caixa alta mesmo. Só quem é fã, quem acompanha, quem sente o Kid Abelha consegue definir uma noite que, inexplicavelmente, não teve definição com 25 músicas cantadas por todos! Mais um gol tanto do Citibank Hall quanto da T4F de trazer uma comemoração destas para o palco carioca. Quem passar pelo Rio de férias nesse tempinho, sempre bom dar uma olhada no que essa ótima casa carioca oferece em shows e espetáculos! 

    Texto e fotos: Drips Favilla 

    Veja as fotos!



    Animação e alegria são sobrenomes do Monobloco




    Um Citibank Hall animado entrando na onda do Monobloco

    Pela primeira vez, o badaladíssimo Monobloco _ grupo para lá de conhecido por cariocas que adoram uma boa percussão aliada à inventividade _ tomou conta do espaço do Citibank Hall, no shopping Via Parque na Barra da Tijuca em véspera de feriadão, dia 14 de Novembro. Com abertura de um DJ, o show demorou um pouco para quem ainda não sabe que a hora normal do grupo agitar normalmente é a partir de 1h da manhã. E nesta apresentação não foi diferente!

    Na voz dos cantores Pedro Luís, Fábio Allman, Renato Biguli, Alexandre Momo e Pedro Quental, a noite começou quente para um público já ansioso e embalado pela vibração boa que o grupo sempre leva em suas apresentações. Sem cenários suntuosos, apenas a logo já conhecida do grupo, a ordem das apresentações nunca foi dispersar a atenção do público que não fosse para a agitação do palco. Os jogos de luz ajudaram o Monobloco a comandar a massa.

    Para os baianos que ainda não conhecem, o Monobloco surgiu em 2000 e está entre os grupos brasileiros que mais se apresentam pelo país. Com uma percussão incrível de se ver , ouvir e sentir, o convidado da noite foi o cantor e compositor Hyldon que trouxe “Primavera” de Tim Maia e “Na Rua, na Chuva, na Fazenda”, ou ainda como muitos conhecem “ Casinha de Sapê”. 

    O repertório da noite movimentou e muito o público. De xote a forró, funk, Jota Quest e Clara Nunes, eles passearam por estilos musicais tão diferentes que por mais que uma ou duas pessoas não dançassem uma música, a próxima, com certeza, ela(s) dançariam. E não podia faltar os famosos sambas da Mocidade “Sonhar Não Custa Nada” e o famoso  “Peguei um Ita no Norte” do Salgueiro que colocou fogo na pista do Citibank.

    Todos muitos simpáticos e animados, especialmente Pedro Luís e Renato Biguli que não deixavam nada muito parado no palco nem na pista, chamando o público para coreografar e entoar ainda mais as canções. Enfim, um show com músicas conhecidas, mas daquelas que não saem de nossas cabeças e que acompanhadas por toda a alegria do Monobloco e sua percussão impressionante, dão o tom sempre positivo da noite.

    Para quem puder acompanhar a agenda do grupo, vale muito à pena conhecer e ficar por dentro. Assistir Monobloco é daquelas noites que você já sabe que no mínimo você precisa ir de tênis para pular mais do que imagina! 


    Link de fotos - Pinterest Dendê Cultural 


    Adriana Favilla -  Rio de Janeiro 







    Doce, doce... Sade 

    (Fotos da Sony Music Brasil)



    Não esperem uma crítica imparcial. Não daria. Tenho 40 anos e por 20 espero por este show. Comecemos... Umas filas super organizadas, tudo muito organizado, tudo até organizado demais. Eu pensei “Deus, será que o HSBC Arena é sempre assim ou é Sade que faz esses milagres em espaços cariocas?”. Não vou julgar o local, até porque foi a primeira vez que fui até lá. Então, fiquemos na dúvida nesta pergunta completamente retórica. 


    Espera exata de 32 minutos pelo começo de um dos shows mais esperados (imagino eu), das quase 10 mil pessoas contabilizadas pelo espaço. As 22h02, ela e a banda saem do chão do palco do HSBC. Linda, poderosa, dona total do espaço e ... absurdamente doce. Entre falar que o Rio é uma linda cidade (o que é de praxe em todas as capitais), falou da emoção de finalmente poder vir ao Brasil depois de um longo tempo parada para “organizar as coisas”. E “Soldier of Love” , seu lançamento de 2010, foi a música escolhida para o começo da viagem de cada um ali que, com certeza, tinha a sua trilha ou a sua canção especial de Sade em suas vidas. 



    Todas as músicas foram “acompanhadas” por todo o público. Imagino que deva ter sido uma grande emoção para uma pessoa que nunca veio ao Brasil. Será que ela imaginava tanto? Nós, fãs intensos desde o começo, pensamos o quê podia passar na cabeça de uma pessoa que nunca pisou em terras tupiniquins e viu suas músicas cantadas por quase 10 mil backing vocals. 


    Todo o show foi perfeito. Só que na minha opinião, “Jezebel” e “By Your Side” foram arrebatadoras. Se é que posso imaginar que as outras não tenham sido. Difícil fazê-los entender como foi a energia positiva que rolou ainda além nestas duas canções. Em “Jezebel”, um ABSURDO solo de sax foi delirante. Aliás, vale dizer : “ Que banda é aquela???!!” . E “By Your Side” que foi a última, antes do bis, foi um romance entre Sade e seu público. Com papel picado caindo do teto, a cantora em um longo branco, de cabelos soltos, eu me perguntava se cabia mais emoção aqui dentro. Logo após a música, ela ajoelhou no palco e agradeceu por termos esperado tanto por ela e por todo o show. Foi lindo! 

    E nesse momento em que as luzes se apagaram, veio o burburinho de todos: “ Onde está o vestido vermelho?”. Para quem acompanha a carreira dela nestes 20 anos, sabe que em seus shows o terninho de “Smooth Operator” e o vestido vermelho sempre aparecem. E ela voltou para a última música “ Cherish the Day”... no próprio. 




    A produção foi muito bem pensada e simples. Projeções em uma cortina puxando somente a cantora até o telão, fizeram imagens lindas de se ver. Simples e doce...como a própria Sade que se mostrou uma pessoa para lá de “normal”, digamos. Nada afetada e realmente emocionada por estar no Brasil. Só um traço de todo mistério que a envolve ( e que ela fez por onde alimentar durante todo o show), quando ela diz antes da linda “In Another Time” : “ Se você não se sente tão amada quanto eu, esta música é para você”. 



    Não me peçam para pensar na ordem das músicas de todo o show, mas dá para lembrar de várias com carinho: ''Jezebel'', ''Your love is king'', ''By your side'', ''In Another Time'', ''Bring me Home'', ''All About our Love'' entre tantos outros sucessos que tocam ...aliás...que por 20 anos vem tocando e vão continuar tocando a cada um dos fãs de Sade pelo Brasil.

















    Algumas coisinhas do Rock in Rio





    São vários os comentários sobre o Rock in Rio , mas amos a alguns. O que foi o “desafinamento” geral do tributo a Renato Russo. Foi uma combinação é isso?  TODOS desafinadíssimos e por que Tony Platão? Por que? Pitty quando deu a primeira frase, pensei que Renato Russo tinha ressurgido, tamanha o exagero de sua voz...uma lástima. Só salva pela emoção explícita de Marcelo Bonfá. 



     Foto de Antonio Lacerda


    Jota Quest...o que dizer desse grupo de anos que traz para o Rock in Rio uma grade de músicas de formatura? Todo mundo já sabia, todo mundo cantou junto. Ok. E aí? O que acontece com a novidade? Com a inventividade? Zero total ao repertório dos meninos. Mas a platéia apladiu...ponto.




    Foto de Silvia Izirquiedo


    "How Sweet It Is (To Be Loved by You)", mereceu a entrada do esperadíssimo Stevie Wonder. Lindo, lindo! "The Way You Make Feel" puxou a saudade de Michael Jackson. E depois de colocar uma backing vocal para cantar “Garota de Ipanema” definitivamente conquistou o Rock in Rio. E com seus grandes hits  "Overjoyed", "My Cherie Amour", "Signed, Sealed, Delivered, I'm Yours", "Isn't She Lovely" entre muitos mais, colocou a hora mais emocionante e empolgante de sua apresentação.





    Foto de Carlos Ceconnello



    O funk soul da banda inglesa Jamiroquai animou, mas nada de grades hits.  Com um cocar de penas (não me perguntem bem o porquê disso...me senti numas de “ei, vocês  brasileiros são meio índios) , o vocalista Jay Kay se empolgou com a multidão à sua frente. Os momentos mais animados foram  “Cosmic Girl" e "High Times" . Vale um salve para a banda antenadíssima e afinadíssima.  Mas para mim que sou uma fã absorta por Jamiroquai, deixou a desejar. 




    Foto de Danilo Verpa



    Jamille Monáe, que abriu o show de Amy no Brasil, ficou aquém do que se esperava dela. Uma voz e tanto, mas e aí? Não fez muito com ela...a voz.  Muito esquisito a mulher dançando em seus passinhos ensaiados e que não condiziam muito com o climão do Rock in Rio.  Acho que se ela parar de querer ser show-woman e largar o vozeirão, dá mais que certo. Muitos malabarismos estragaram o show que poderia ter sido uma grata surpresa.



    Foto de Flavio Morais


    Posso dizer que só com  “Fly Away” Lenny deu o ar da graça? Adoro este homem, mas  Rivotril perde. Não sei o que rolou...se ele que não foi feliz ou a platéia que não aderiu a felicidade dele...dúvida cruel.Nada mais a falar, tamanha a decepção. 

    Foto de Danilo Verpa

    Saindo um pouco do palco mundo, vamos ao sunset falar só de Joss Stone. QUE SHOW! Impecável. QUE VOZ! Impraticavelmente supreendente.  Saca um show impecável, sem maiores estrelismos e palhaçadas? Foi o dela. Linda em um vestido longo azul, estava única!





    Eu me pergunto: Ivete já é uma musa correto? Pra que aquele chapéu chamativo minha gente? Pra que?  Todos sabemos que figurino não é o forte da moça, mas a voz...ahhh a voz...continua na mais perfeita ordem. Linda apresentação. Soube dosar de tudo em uma trilha completamente conhecida pelos fãs.  Fora “os grandes levanta do chão” de seu repertório, deu para emocionar a saudosa More Than Words, do Extreme.  Linda música...duvidoso inglês de Ivete, mas quem se incomoda com isso? A emoção tomou conta definitivamente. Lindo show, linda apresentação....

    E amanhã conto para vocês o que foi a tão esperada Shakira!



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    Um mar de livros e ideias

    Com 11 dias e um saldo de mais de 600 mil pessoas, não vale repetir que a Bienal do Livro no Rio de Janeiro, foi mais que um sucesso.  Hoje circulam pelas ruas cariocas, quase 3 milhões de livros novinhos comprados pelos visitantes da Bienal. Sim, não errei na conta não: quase 3 milhões de livros vendidos durante o grande evento literário.  Para quem estava fora do Rio, basta esperar 2013 para mais uma edição. 

    Muito bem organizada, a Bienal não deixou nada a desejar. Mas o foco , ou melhor, os dois focos, ficaram muito claros: esoterismo +  público infantil.  Não que um se misturasse com o outro. Não. Apenas ficou bem claro quais os públicos que a Bienal queria , finalmente, atingir. Eram verdadeiras encenações teatrais para as crianças, fantoches, grandes bonecos infláveis, super heróis que pareciam pular para dentro dos nossos olhos. Maurício de Souza e Ziraldo eram os grandes nomes . E valia à pena ver também o Guinness de maior livro infantil do mundo: O Pequeno Príncipe.  Com 2 metros de altura por 1,54 de largura, a famosa obra de Saint-Exupéry foi uma das sensações da Bienal.

    Já para os amantes de bruxas, anjos,  vampiros e afins, tinha de tudo e mais um pouco. A Rocco separou um enorme espaço de seu stand só para a badalada Anne Rice , que bateu um papo com seus fãs no feriado de 7 de Setembro.  Além dela , outra autora badalada foi Alyson Noel, autora da coleção “Os Imortais”. E muitos mais, Martha Medeiros, Ruy Castro e grandes nomes da nossa literatura. 

    E a Federação Espírita Brasileira (FEB), não deixou passar em vão os grandes lançamentos do cinema do Kardecismo. Todos , que já eram livros originalmente, foram repaginados e eram as estrelas do enorme stand da FEB.

    Os valores, no último final de semana, compensaram a espera pela Bienal. Livros para todos os gostos e para todos os bolsos.  Que venha 2013!!