• Um caldeirão de pura cultura baiana

    Forró na Bahia

    Telona ou Telinha





    Espaços Culturais da SecultBA exibem filmes em homenagem ao cineasta Guido Araújo




    O Circuito Popular de Cinema e Vídeo (CPCV), programa da Secretaria de Cultura de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA), realiza uma mostra especial no mês de junho, dias 02 e 09. Em comemoração aos 80 anos do cineasta baiano Guido Araújo, os Espaços Culturais da SecultBA - da capital e dos Territórios de Identidade da Bahia - exibem curtas-metragens do diretor, com sessões gratuitas às 10h, 15h e 19h. Confira endereços e horários no site www.espacosculturaisbahia.org

    Na mostra, serão exibidos seis consagrados curtas da trajetória do artista: “Maragogipinho” (1968), “Feira da Banana “(1974), “A Morte das Velas do Recôncavo” (1975), “Lambada em Porto Seguro” (1990), “Raso da Catarina, Reserva Ecológica” ( 1984), “Festa de São João no interior da Bahia (1977).

    O objetivo da Mostra é proporcionar ao público um contato sobre a cultura e os costumes populares da Bahia através do olhar de Guido, que construiu com seus filmes um mosaico de paisagens humanas e naturais, revelando os rostos e sons do Brasil mais popular.

    O diretor baiano, atualmente com 80 anos, também será o grande homenageado do V FECIBA – Festival de Cinema Baiano, que será realizado entre os dias 07 e 13 de junho no Cine Santa Clara, na cidade de Ilhéus (BA), com patrocínio do Governo do Estado, através do Fundo de Cultura do Estado da Bahia, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura do Estado da Bahia.

    Espaços Culturais da SecultBA - A Secretaria de Cultura do Estado da Bahia mantém 17 espaços culturais geridos pela Diretoria de Espaços Culturais (DEC), e localizados em diversos Territórios de Identidade. Destes, cinco encontram-se em Salvador - Cine Teatro Solar Boa Vista, Espaço Xisto Bahia, Casa da Música de Itapuã, Centro de Cultura de Plataforma e Espaço Cultural Alagados - e 12 nos municípios de Alagoinhas, Feira de Santana, Guanambi, Itabuna, Jequié, Juazeiro, Lauro de Freitas, Mutuípe, Porto Seguro, Santo Amaro,Valença e Vitória da Conquista. 

    Serviço 
    Circuito Popular de Cinema e Vídeo

    Espaços Culturais da SecultBA
    Dias 02 e 09 de Junho
    10h,15h e 19h
    Entrada gratuita 


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    I Semana do Cinema Mexicano exibe obras inéditas em Salvador



    Pela primeira vez em Salvador, a Semana do Cinema Mexicano, uma iniciativa fruto da parceira entre a Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA) - através da Assessoria de Relações Internacionais da Secult/BA e da Diretoria de Audiovisual da Fundação Cultural da Bahia (DIMAS) - e a Embaixada Mexicana no Brasil, traz obras em sua maioria inédita no Brasil, que compõem um painel da produção mexicana dos últimos trinta anos do século passado. As sessões acontecem de 11 a 17 de junho, às 18h30, na Sala Walter da Silveira, no bairro dos Barris. A entrada é franca. 

    Os longas selecionados pela DIMAS retratam um período turbulento da história do México, que abrange os anos de 1976 a 1982. Com condições técnicas limitadas e com temáticas marcantes como a homossexualidade, a violência social ou o cinema autoral, os filmes selecionados para a mostra demonstram a capacidade de sobrevivência do cinema mexicano diante das adversidades. Para mais informações, acesse o site www.dimas.ba.gov.br

    SERVIÇO 
    I semana do Cinema Mexicano
    Sala Walter da Silveira| Barris
    11 a 17 de junho| 18h30
    Entrada gratuita 

    Programação - I Semana do Cinema Mexicano em Salvador

    Dia 11/06
    18h30 
    Os pedreiros (Los albañiles, MEX, 1976)
    Direção: Jorge Fons
    Duração: 95 minutos
    Classificação: 14 anos

    Sinopse - "Os pedreiros" mostra a luta de classes de um lado e de outro (e mais importante) a vida dos imigrantes nas grandes cidades. O vigia de um prédio em construção é morto. A polícia prende os colegas de trabalho, pedreiros que trabalhavam no local. Através de interrogatórios, feitos sempre de forma brutal e desumana, esta obra cinematográfica revela o profundo ressentimento entre os pedreiros, outros trabalhadores e os seus superiores, montando um mosaico de muitas vozes em torno dos profundos abismos sociais que assolam o país.



    Dia 12/06
    18h30 
    O lugar sem limites ( El lugar sin Limites, MEX, 1977)
    Direção: Arturo Ripstein
    Duração: 110 min.
    Classificação: 14 anos

    Sinopse - O filme nos transporta à vida de La Manuela, um homossexual que, trabalha e dirige um bordel onde também mora sua filha e que descobre o retorno de Pancho, um homem com quem teve um conflito um anos antes. Apesar do receio que o inspira, La Manuela decide ficar, convidando-o para dançar com ele durante um show em que o dissuade a beijá-lo, com consequências trágicas. A obra apesar de retratar a realidade de 1967, nos apresenta um personagem muito a frente do seu tempo de modo que podemos compará-lo exatamente com pessoas que, talvez, conheçamos. 


    Dia 13/06
    18h30
    Os Indolentes ( Los Indolentes, MEX, 1977)
    Direção: José Estrada
    Duração: 100 min
    Classificação: 14 anos

    Sinopse - Após a desapropriação da sua fazenda " La Esperanza", por causa da reforma agrária de Lázaro Cardenas, a família Alday vive trancada em uma casa que está caindo aos pedaços . Enquanto isso, o jovem da casa, Rosendo, um ser apático que vive com sua mãe superprotetora e sua avó, visita a propriedade em ruínas de seu falecido avô para recolher o pouco dinheiro da última colheita. Todos têm de enfrentar esta nova realidade, ainda que sua mãe e sua avó se recusem a aceitar que caíram na miséria. Apesar de tudo, o mais terrível é que nenhum deles está disposto a fazer alguma coisa para recuperar sua antiga propriedade. Tudo muda quando, seduzido por uma costureira, Rosendo decide levá-la para morar com ele, apesar da fúria de sua mãe. O filme é uma vitrine da sociedademexicana colocando uma dura crítica do comportamento preconceituoso que dominou o pensamento e ação dos mexicanos na época (1977).

    Dia 14/06
    16h
    A casta divina (La Casta Divina, MEX, 1976)
    Direção: Julián Pastor
    Duração: 100 min
    Classificação: 14 anos

    Sinopse - Crônica da Guerra de Castas em Yucatan realizada no século XIX, onde a terra e as pessoas foram detidas por fazendeiros que se autotitulavam "casta divina". Um dos proprietários de terras adverte aos seus peões sobre chegada à terra dos revolucionários que derrubaram Porfirio Díaz. Enquanto isso, continua exercendo o direito da primeira noite e outros abusos, tanto com os funcionários como com sua própria família, que se desintegra a medida que a luta avança em direção à cidade de Mérida.


    Dia 15/06
    18h30
    Sob a metralhadora (Bajo la metralla, MEX, 1982)
    Direção: Felipe Cazals
    Duração: 102 min
    Classificação: 14 anos

    Sinopse - Pedro e uma guerrilha urbana que lidera falham em sua tentativa de assassinar um alto funcionário do governo. Durante sua fuga, Pedro encontra Pablo, um ex-companheiro de partido, a quem decide raptar para que não os entregue. Esse encontro e outras circunstâncias abrem espaço à uma trama com o fim de explorar as concepções políticas divergentes, em uma mistura de ação, intriga e realidade da época.



    Dia 16/06
    18h30
    Naufrágio (Naufragio, MEX, 1977)
    Direção: Jaime Humberto Hermosillo
    Duração: 110 min.
    Classificação: 14 anos

    Sinopse - Dona Amparo compartilha seu apartamento em Tlatelolco com Letícia, uma jovem mulher com quem trabalha em um escritório do governo. Vive esperando o retorno de seu filho, que saiu de casa para tornar-se marinheiro com o único intuito de conhecer o mundo, de tal forma que contagia também a companheira de habitação, que passa a sonhar com seu retorno. Amparo sofre um derrame que a deixa paralisada no hospital, no mesmo momento que este infortúnio lhe impacta, seu filho retorna, causando uma grande ruptura na vida de Letícia.


    Dia 17/06
    18h30
    A casta divina (La Casta Divina, MEX, 1976)
    Direção: Julián Pastor
    Duração: 100 min
    Classificação: 14 anos

    Fonte: SecultBa

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    THE WATER DIVINE



    Confira a opinião do site Feminino & Além 

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    E quem não quer ver Travolta e DeNiro? 

    É pimentinha..daquelas que não ardem tanto assim...





    Qual é do filme? -  O americano Benjamin Ford (Robert De Niro) é um veterano da Guerra da Bósnia, que decide morar numa cabana isolada na floresta para esquecer os traumas dos anos de combate. Mas as lembranças vêm persegui-lo na figura de Emil Kovac (John Travolta), um militar bósnio que pretende acertar contas com Ford. Estes dois antigos soldados vão reencontrar-se e entrar em guerra novamente, um com o outro. 

    Como puxei no título, quem que é cinéfilo não fica aguado para ver De Niro e Travolta juntos? Ou não pelo "juntos", mas pelos dois grandes nomes que, em 90% dos casos, carregam grandes películas?  Killing Season no mínimo é crível. Um roteiro bem amarrado que entra no mundo do psicológico dos dois atores (em 99% do filme, somente eles). A história dispensou histórias paralelas, o que nos leva a viajar na mente dos dois. E tomar parte...porque vai existir quem prefira DeNiro ou Travolta. Quem é o mocinho? Difícil dizer no decorrer do filme. 

    Certo é que a trama não precisaria ter tanto tempo para o "gato e rato". Mas como desnudar a mente dos dois se não desta forma?  O que dá para perceber é que a velhice chega até mesmo para os grandes hollywoodianos. Mas não sei se vocês vão concordar comigo, Travolta encanta muito mais que De Niro. Que apesar de amar, acho que perdeu a chama de colocar sua emoção nos olhos um pouco. Já Travolta está inserido no contexto do personagem em 100%!  A única coisa que não me desceu a garganta, foram as cenas de luta que demoram anos e não tem como acontecer do jeitinho que foi para a telona. Dê sua opinião depois. 

    No frigir dos ovos, o diretor  Mark Steven Johnson tenta se salvar ( a meu ver) de alguns barcos n'água como Elektra, O Demolidor e o terrível O Motoqueiro Fantasma.  

    Para os amantes inveterados dos dois atores, mais que vale à ida ao cinema! Mas não esperem um filme intenso no literal da palavra.



     










    A Viagem: por que , MEU DEUS, desperdiçar Susan Sarandon? 

    Esqueçam no molho




    O filme já começa errando pelo nome em português escolhido " A Viagem"...não tem NADA a ver com o enredo do livro de David Mitchell  " Cloud Atlas". Que traduzindo seria nada mais, nada menos que "Atlas das Nuvens". Muitos diretores pecam achando que podem traduzir MUITO bem a narrativa literária para a visual. Por vezes se complicam e fazem coisas grandiosas, caríssimas que não nos dizem nada (cuidado para não dormir no meio do filme no cinema...aí que você se perde mesmo). Dois dos diretores são os mesmos do sucesso Matrix  (Andy Wachowski, Lana Wachowski ). Daí vocês podem imaginar a doideira do filme (eu não curti Matrix, mas foi uma trilogia épica, não há como negar). 

    Transpor o livro de Mitchell para a telona ainda não foi (tomara que esqueçam dessa ideia) a melhor saída. Uma narrativa confusa, sem sal. Na verdade são seis histórias uma dentro da outra (esqueça o banheiro e a pipoca extra), que vão aparecendo e reaparecendo do nada. A única coisa que me pareceu (me corrijam se eu estiver errada) é que o grande barato do filme é passar que existe SIM uma conexão entre todas as coisas. Ponto! 

    E minha grande dor é ver Sarandon, que eu literalmente amo, em um filme tão cheio de sono. Berry não é lá uma grande atriz, mas se sai bem a que se propõe e não entendo porquê ela se propôs a isso. Tom Hanks eu passo qualquer tipo de comentário...

    Utilizar os mesmos personagens para as múltiplas histórias, não deixa de ser um bom recurso para deixar a pessoa atenta. Mas fere outras áreas: maquiagem, transformação, etc. Enfim, daqueles filmes que deveriam ser uma série da HBO em vez de um filme tão lento, tão sonolento e tão desgastante... e de horas! Ei, vamos voltar a fazer filmes de 1h45 no máximo com histórias realmente empolgantes? Agradecida!

    E prefiram ler o livro que é absurdamente mais emocionante que o filme. Super vale à pena! 

    Adriana Favilla  




    Django Livre : pra quem gosta de "nada"...taí a diversão!

    Super no molho do tanque de lavar roupas





    Existem filmes que vou assistir porque ADORO o ator (não é o caso de Leo..já, já explico o porquê dele aí). E Jamie Foxx junto com Samuel L. Jackson , na minha cabeça esquálida (neste caso), seria O filme. Ainda mais com essa mania que Tarantino tem de imitar Brian de Palma. Enfim, assisti jurando que eu ia falar "que filme"... Aí eu falo: que filme de nada!

    Estranhamente, Di Caprio foi uma das grandes e pequenas surpresas do filme. Junto com Samuel L. Jackson , foram os mais "críveis" da história por assim dizer. Perfeitos! A história? Uma libertação de escravo aliada à um amor perdido que se atrela, no decorrer da história, à uma vingança. Um roteiro tão descompensado que as vezes me pergunto se era isso mesmo que os personagens iam dizer.  

    Voltando a Di Caprio (pelo que vocês podem ver me impressionou), nunca o vi tão bem em um papel tão pequeno , decisivo para a história, mas apareceu pouco em longas duas horas e tal de filme (aliás, o que poderia ter sido feito em 1h45 e olhe lá). Ali eu vi o lado cômico de Tarantino exposto mais que uma fratura. Perfeito o tom do personagem, os olhares, enfim... pouco utilizado, mas da forma correta. Perfeito inclusive quando ele mantém sua fama de homem mau..sim, ele é um horror de homem, mas se permite a comicidade mesmo fazendo maldades. ADORO esse tipo de casamento. Já Jamie Foxx ...sei lá o quê dizer do moço. Adoro o talento dele, sua forma sutil de "construir" o personagem, mas dessa vez, ele não passou de um bronco (longe de me passar a caracterização de um escravo) dentro de uma roupa de faroeste caboclo. Péssimo o menino...

    Um desperdício também Kerry Washington que faz Olivia Pope na série Scandal tão bem. Puseram a moça só para berrar e mostrar chicotadas nas costas. Para quem gosta de um faroeste meio macarrônico, tá valendo. Agora se Django ganhar algo no Oscar (só sei que foi indicado a melhor filme... inacreditável isso), será por "melhores espirros de sangue". 

    E para quem está lendo deve pensar: nossa, ela odeia Tarantino! Pelo contrário, os lendários 456 "Kill Bill" e " Cães de Aluguel" são grandes filmes para mim. Porque apesar dos espirros de sangue que existem para qualquer doação que se precise, existe enredo, graça. Django não tem enredo interessante algum e a parte cômica da história fica nas mãos de Di Caprio que o fez com maestria. E fica díficil DEMAIS acreditar na cena final de Django rindo para a tela depois de uma matança infernal. É absurdo! Tipo, mas é a forma de Tarantino fazer humor.. ok! Aceito a premissa, mas ele já foi muito, muito melhor. 

    Para quem quiser passar o tempo ok... mas...é um desperdício dele...do tempo! As únicas duas coisas que posso dizer que estão perfeitas no filme (a meu ver) é a trilha sonora que é descompensada e aí está a graça de Tarantino e a fotografia que é esplendorosa! 

    Adriana Favilla




    Recanto com Gal Costa



    Foi muita pimenta




    Recanto é encantador

    Desde quando foi lançado, o último disco de Gal Costa, “Recanto” (2011, Universal Music) tem sido muito comentado e os elogios predominam entre jornalistas, críticos e músicos. Embora as canções do disco, todas de autoria de Caetano Veloso, idealizador e produtor do álbum, não estejam sendo tocadas nas rádios do Brasil e nem estejam em trilhas sonoras de novelas, o show “Recanto”, cujo Caetano é o diretor, mostra o quanto estas músicas novas, a grande maioria especialmente composta para a Gal cantar, já costuram, integram, fazem parte da carreira desta extraordinária cantora.

    No show “Recanto”, apresentado no último dia 26/10, no Teatro Castro Alves, Gal mostrou o quão continua sendo uma excelente intérprete, além da grande voz linda e afinada que o Brasil conhece. O roteiro do show é lindo. “Da maior importância” é a primeira música, conta um pouco da relação entre Gal e Caetano. A relação que não rolou (faltou pique). A partir de então, o show se desenvolve entre canções do novo disco e sucessos da carreira da cantora.

    “Baby”, “Folhetim”, “O amor” e outras se misturam com “Recanto escuro”, “Tudo dói” e “Neguinho” com coerência e força. E ela, a estrela, mostra-se pulsante, energizada, solta! Porém, embora remeta a diversos momentos da história da artista, “Recanto” tem ligação mesmo com uma Gal (e há muita Gal na Gal) que vai da guitarra pesada do rock, como em “Divino, maravilhoso” e “Cara do Mundo”, à leveza de uma bossa, como em “Mansidão”. Assim como, há décadas atrás, operava em shows como o Fa-tal.

    Falando desta maneira pode parecer que “Recanto” mostra uma Gal de antes, mas não. Isto que digo é apenas para se ter uma idéia do aroma do show. “Recanto” apresenta uma Gal renovada, madura, mulher, mãe. Esta cantora no palco, sem cenário, com uma iluminação surpreendente, mostrando que consegue ser mais moderna do que antes. É isso, “Recanto” é modernidade pura, no canto e no som.

    Vale também ressaltar o talento dos músicos que a acompanham no show: Domenico Lancellotti (bateria e MPC), Pedro Baby (guitarra e violão) e Bruno Di Lullo (baixo). “Meus filhos, poderiam ser”, são apresentados assim à platéia. De fato são filhos dela, como muitas gerações de músicos e uma levada de cantoras. Gal é uma das matriarcas do canto brasileiro e isto está explícito neste show moderno e revigorante. Não sei onde este “Recanto” vai parar, mas eu pude ver que tem andado “pelos caminhos que levam à grande beleza”, sim.

    Valter Tonhá.






    "Guerra é Guerra"

    Esqueça no Molho




    Todo domingo, como o dia já é para ser leve, você dá uma chance ao "que não tem que ter chance". Este é o caso de "Guerra é Guerra": perda de tempo. Não dá nem para achar que vai ser engraçado (não dá para rir em nenhum momento que seja) ou ainda como estamos falando de espiões, que seja interessante em um jeito meio "Bond" de ser. Ledo engano! 

    Reese Witherspoon não tem direito a comentários. Até que a acho uma boa atriz quando pega um papel decente. Porque este, sinceramente... de qualquer forma, ainda é ela que não deixa você levantar da sala de cinema com sua dúvida cruel entre qual dos dois moços bonitos ficar. Já os moços...são SÓ bonitos! Alguém me lembre outro filme massa de Chris Paine para que eu tire essa má impressão dele? Deus, como trabalhou mal. E o bonitão do Tom Hardy...é só bonitão. 

    O roteiro, ou seja, com quem ela vai ficar fica muito óbvio e ululante quando reaparece em cena a ex-esposa de um dos dois. Então, é daqueles filmes completamente óbvios. Uma pena. O que tinha tudo para ser engraçado e cheio de coisinhas de espiões para dar mais "tesão" à película, falhou. Super filme para ver em casa quando você não tem nada , absolutamente nada para fazer. Nem um bom livro pra ler...Fica a dica! 




    "Quero Matar Meu Chefe"

    Pimentinha picante esta


    É tanta confusão, tantos desencontros de ideias e objetivos, que esta é uma das únicas comédias que, para mim, deu super certo.  Com um elenco de "apoio" de estrelas  Jennifer Aniston, Colin Farrell e Kevin Spacey (vale ressaltar que Collin, além de irreconhecível, está ÓTIMO), o filme tem um roteiro enxuto, objetivo e muito engraçado. Impossível rir 100% do tempo, mas também é impossível não se divertir quando os "três chefes monstros" vão se criando e mostrando suas personalidades.  E ainda vale ressaltar uma participação muito legal de Jamie Foxx. Ou seja, tá valendo a pimenta no prato! 






    Um espetáculo para os ouvidos e olhos

    É mais que pimenta! É uma plantação inteira! 



    O texto de Mauro Ferreira é tão bom quanto ao show+ CD + DVD que prefiro utilizar alguns trechos a simplesmente "tentar" colocar aqui o que só me deu emoção em ver no Rio de Janeiro...


    No olhar, Daniela Mercury deixa transparecer a emoção e a alegria de ver a multidão cantando sozinha os versos de "O Canto da Cidade" , faixa-título do álbum de 1992 que sedimentou a explosão da cantora baiana em território nacional. Faz 20 anos que Daniela Mercury é a cor e o canto do Brasil. E a multidão que entoa "O Canto da Cidade" – no número apoteótico que encerra o show gravado ao vivo no Réveillon carioca de 2011, nas areias da praia de Copacabana - é de proporções igualmente nacionais. É mais de um milhão de pessoas que consagram a mais importante cantora baiana de música afro-brasileira. Mas Daniela não está sozinha no palco miscigenado. Estão lá também a baiana Banda Didá, o grupo carioca Afro Lata, o amazonense Boi Bumbá Garantido e os ritmistas e passistas da escola de samba carioca Unidos da Tijuca – símbolos da integração rítmica nacional proposta pelo show. O número é um dos mais emblemáticos do DVD Canibália – Ritmos do Brasil – Ao Vivo na Praia de Copacabana.

    É sintomático que "Swing da Cor" seja introduzido no show com citação de "Tropicália" (Caetano Veloso), o hino-manifesto do movimento arquitetado por Caetano Veloso e Gilberto Gil em 1967. Assim como também é sintomático que Daniela faça um dueto virtual com Carmen Miranda (1909 – 1955), ícone dos Carnavais brasileiros dos anos 30 aos 50, no samba "O Que É que a Bahiana Tem" , grafado com o ‘h’ do título original. 

    Captado em DVD sob a direção de Paulo Fontenelle, do Canal Brasil, o show desenvolve e amplia o conceito do álbum de estúdio Canibália, editado em 2009. “O DVD firma o projeto Canibália, um manifesto de união e afetos”, conceitua a cantora em depoimento do making of exibido nos extras do DVD (nos quais é possível também ver "Como Nossos Pais", a música de Belchior que Daniela canta deste o início da turnê). Bailarina pela própria natureza, Daniela Mercury enfatiza a dança neste show que propõe a integração de diversas formas de arte. Música e dança se entrelaçam num balé mulato que celebra a negritude e expõe telas de pintores como Cândido Portinari e Carybe no cenário idealizado por Gringo Cardia, além de imagem do fotógrafo Mário Cravo Neto a quem Daniela dedica o DVD. A dedicatória é extensiva a Neguinho do Samba – baiano que sintetizou a batida do samba-reggae, exportada pelo Brasil para o mundo – e a Ramiro Musotto , percussionista que sempre expôs em seu trabalho o conceito de miscigenação.

    Já no primeiro número os tambores ressoam no passo das coreografias de Daniela e da trupe de bailarinos, presenças iluminadas em cena. Na sequência, o pot-pourri "Benção do Sambacelebra" a cadência bonita da terra, aglutinando "Na Baixa do Sapateiro" , "O Samba da Minha Terra" e o "Samba da Bênção". Benção pedida no pot-pourri seguinte, "Preta", a Dona Ivone Lara, nobre dama do samba carioca que completou 90 anos em 2011. Integrando os sambas do Rio e da Bahia, Daniela Mercury junta "Eu Sou Preto"  e "Sorriso Negro" .

    Propagadora orgulhosa do samba-reggae de sua terra, a cantora saúda Neguinho do Samba ao convocar a baiana Banda Didá para embasar com o toque feminino de sua percussão os sucessos "O Mais Belo dos Belos" , "Por Amor ao Ilê" e "Ilê Pérola Negra" . 

    Em vez de delimitar fronteiras, o show Canibália – Ritmos do Brasil as demole em nome da integração rítmica (inter)nacional. O reggae Sol do Sul (Daniela Mercury e Gabriel Povoas) aquece a ideia de uma América Latina irmanada por seus afetos, ritmos e calores. Minas com Bahia (Chico Amaral) propõe a integração do universo montanhoso das Geraes com o litoral de Salvador e arredores. Neste número, sem perder o profissionalismo, a cantora deixa entrever o orgulho da mãe coruja que recebe no palco seu filho Gabriel Povoas. Codiretor do show, Povoas toca violão e faz dueto vocal com Daniela em número marcado também pela afetividade.

    Em síntese, Canibália – Ritmos do Brasil representa a apoteose de cantora e compositora que sempre faz ferver o caldeirão do axé sem jamais nivelar o gênero por baixo. A baiana pensa alto. A realização da superprodução eternizada neste DVD simboliza a coroação de seu pensamento aglutinador. Ao irmanar os cantos e os batuques de várias cidades, Daniela Mercury se consagra como uma voz da integração rítmica nacional com a liberdade antropofágica já permitida pelo título do show. Urdido com suingue tropical, o balé mulato é Arte que extrapola a função de entretenimento ao irmanar ritmos e afetos.

    Mauro Ferreira





    Nem a música me deu tesão...infelizmente

    O que para você pode ser pimenta, para mim é molho total

    Este é um assunto que nem vale à pena discutir. Eu AMO Missão Impossível. Como muitos de vocês que pararam aqui para ler a minha crítica. Mas este 4 é absurdamente questionável. E olha que sou amante viu?  Sabe o que me pareceu? Não tinha um assunto tão inteligente como aquele do virus, lembram?  Nem tão complicado para que não tirássemos os olhos da telona um só minuto como o primeiro. 

    Emoção zero. Explosões até simpáticas, mas que não disseram a que vieram. Tom Cruise como sempre excelente em sua caracterização, mas o roteiro, meus amigos, deixou MUITO a desejar. Assunto sem graça, motivo sem sal. O que me fez sair do cinema pensando: para quê mesmo eu gastei essa grana com este filme?!  Não recomendo. Apenas para os amantes como eu da série (já virou série né?). 

    Só vale deixar a observação: criatividade de roteiro = zero!



    Uma série diferente

    Super pimenta!

    Bem diferente dos CSI's da vida, mas no mesmo contexto, chego a dizer que Body of Proof é mais "humanizada". Porque mexe também com dilemas particulares da personagem principal Dr. Megan Hunt (Dana Delany), que é uma renomada neuro cirurgiã que sofre um acidente e não pode mais operar devido a sequelas nas mãos. Desta forma, vai integrar a equipe de profissionais de um ambiente de legistas especializados. Geralmente as outras séries procuram vestígios 60% na cena do crime, arma e afins. Em Body of Proof, todas conclusões são atingidas por meio da observação meticulosa de uma ex-neuro cirurgiã  com os cadáveres. E no meio disso tudo, a veia sarcástica da médica consegue temperar ainda mais a história.

    A série é apresentada na Sony e já está em sua segunda temporada. Como os casos são isolados, não existem continuações de capítulos. Mas como existe a vida particular de Megan, seria interessante que vocês procurassem pela net a primeira temporada. Muito interessante e ver a série não tem nada a ver com tempo perdido! Fica a dica!






    Gigantes de Aço...a pior coisa que Wolverine poderia ter feito! 

    Esqueça lá no molho, pelo amor de Deus!





    Quem lembra daquele filme de Stallone que ele lutava em queda de braço e queria recuperar o carinho do filho? Não lembro o nome, mas este é um revival! Ou seja, nem tem muito o quê falar...não perca seu tempo, sua grana (mesmo que seja meia). É absurdamente previsível. 

    Para quem adora Spielberg como eu, efeitos especiais, rola até uma sessão da tarde. Mas não esperem mais que isso não! Porque não tem! Eu odeio os tais Transformers...me senti quase assistindo um. O único gancho massa do filme é transferir para uma máquina, sentimentos bem humanos. O filho Max (Dakota Goyo) é bom...o menino tem futuro. Já Hugh Jackman... faltou as garras para o moço.

    Concluindo: só se você gostar muito de efeitos especiais e histórias bem previsíveis. Fora isso, procure outra sala no cinema!








    Que sotaque é este Anne Hathaway ?

    Pimenta daquelas que dá cheiro só...


    Se não fosse o sotaque completamente falso que fizeram a Anne falar...até que dava. Ok, a crítica não anda tão boa como deveria, já que o bestseller de David Nicholls é excelente!  As cenas cortadas, entrelaçadas, pedem paciência ao cinéfilo de plantão.  E a empatia entre Anne e Jim Sturgess não vingou como se esperava.  Retirados esses detalhes, que para muitos atrapalham a base do filme, vale dizer que é emocionante a história. 

    Quando os protagonistas estão vivendo distintamente, o filme cai...mas quando eles contracenam, é sincero e bem emotivo (mesmo que Jim Sturgess não seja o parceiro ideal para Hathaway). A história é de uma vida para se reencontrarem. São vinte anos que eles se reencontram sempre no mesmo dia que se conheceram. Ela sempre amou, ele descobriu muito depois que ela era a mulher de sua vida. Se deu tempo ou não, só resta você conferir o filme e tirar suas próprias conclusões.

    A minha, bem pessoal até, é de que NADA deve ser "esperado", "postergado". Se você sente, vai lá e vive. Pode não dar tempo de muita coisa... Vale deixar claro que a história é muito real. Por isso pode te pegar pelo pé. Então, se você for emotivo(a), vale o check in na película. E tente abstrair o sotaque forçadíssimo de Anne. 







    Sem graça, sem sal e só Julia Roberts salva!


    É molho certo!! 


    Posso dizer que me senti vendo Hanks em uma mistura de  Forrest Gump com O Terminal.  Personagem sem nada a dizer a não ser a única linha do filme: nunca é tarde para recomeçar.  Tom também dirigiu o filme, o que mostrou que ele é bem melhor atuando. Um roteiro que poderia ser muito mais descascado, optou por criar laços com uma rapidez de Super Mouse.  E Julia Roberts? Tadinha....por que ela foi aceitar ?  A atuação dela é a melhor coisa que tem no filme. E excluam deste comentário a minha posição de fã. Mas na verdade é a personagem dela, que até aparece pouco, quem dá algum tom ao filme.


    Hanks não criou empatia. Exatamente por ser , para mim, uma mistura dos dois filmes que citei acima. Você até ri em alguns parcos diálogos, mas só!  Não achei que Roberts e Hanks  tiveram química. Sinceramente, nenhuma. Como também não achei que Roberts tenha tido química com Brad Pitt. Como achei toda a química possível entre Hanks e Meg Ryan. Porém opinião é igual a vinho: cada um gosta do seu!  

    E  outra coisa que achei muito Disney: tudo é muito feliz, tudo se resolve com uma rapidez absurda! Não existe uma dificuldade real para que a trama fique , de verdade, interessante. Mas que trama mesmo? Ou seja, nem tem muito o quê comentar de tão insosso que é este filme. Portanto, deixe no molho mesmo!










    A arrogância do homem versus um super macaco


    É pimenta da boa!!!

    É engraçado quando você vai assistir a um filme sem grande empolgação.  Eis algumas que eu tinha:  James Franco e a mesma equipe de Avatar.  Pode ser que nem todos achem Franco lindo e bom ator (risos), mas temos que dar a mão à palmatória: os efeitos especiais de Avatar foram incríveis.  E esperei o mesmo nessa película. Ganhei a aposta!  Absurdo o efeito visual que conseguiram transpor para a telona.  Uma história até “crível”: um cientista  que trabalha com chimpanzés e busca desesperadamente a cura para o Alzheimer. No meio do processo, ele tem que cuidar (levar pra casa) um bebê chimpanzé, que recebe o nome de César.  Inteligentíssimo, ele é traído pelos humanos e consegue organizar  uma revolta contra o “alvo”.  E por mais que me espante, Franco é um super coadjuvante para César. Creiam!  Os detalhes que a equipe de Avatar conseguiu transpor para a telona, não deixa uma única dúvida de que, o quê você está vendo é realmente um chimpanzé cheio de emoções!


    Como toda a verdadeira ação vem no final, o diretor conseguiu prender a minha atenção para a conclusão daquela história. Um grande filme, um grande equipe que criou todos aqueles efeitos e que conseguiu trazer uma verdade: a ideia  é bem possível de acontecer de verdade...ou seja, sair da “estória” para virar “história”.


    Super recomendo uma ida ao cinema!