• Um caldeirão de pura cultura baiana

    Forró na Bahia

    Sururu na Roda





    A CAIXA Cultural Salvador apresenta até 06 de dezembro, às 20h e domingo às 19h, o show do grupo de samba carioca Sururu na Roda, formado pelos músicos Fabiano Salek, Nilze Carvalho e Silvio Carvalho, e que faz turnê nacional celebrando seus 15 anos de muita música . Eleito melhor grupo de samba pelo 25º Prêmio da Música Brasileira, em 2014, com atuação no cenário nacional e internacional e performances ao lado de ícones da MPB, o Sururu na Roda desponta como um dos mais importantes grupos da nova geração do samba nacional.

    Ligado à proposta de resgate cultural do cancioneiro popular, o Sururu na Roda propõe releituras de clássicos que constroem os pilares da música popular brasileira e apresenta um trabalho autoral, prezando sempre pela busca da mais alta qualidade musical. "O Sururu na Roda é a síntese da diversidade musical da renovada Lapa. (...) e traz o frescor e a alegria das rodas, fazendo um samba com a marca do bom humor carioca", afirmou João Pimentel, no jornal O Globo. Os ingressos serão vendidos a partir das 9h do primeiro dia de apresentação, exclusivamente para as apresentações da semana, a R$ 8,00 e R$ 4,00, na própria CAIXA Cultural Salvador, que tem estacionamento gratuito ao lado. Telefone para contato 71 3421.4200.

    Sururu na Roda - Foi em 2000, na informalidade dos encontros nos jardins da UNIRIO, que surgiu a ideia de formar o grupo Sururu na Roda. A então estudante Nilze Carvalho – voz, cavaquinho e bandolim – uniu-se a Fabiano Salek e Sílvio Carvalho – respectivamente voz e percussão, e voz, percussão e cavaquinho, transformando a parceria num dos mais badalados grupos de samba que revitalizaram a Lapa, bairro ícone da boemia do Rio de Janeiro.

    Em 2005, o grupo exportou todo seu conhecimento teórico e suas vivências do mundo do samba, apresentando-se em shows e ministrando workshops sobre o tema nos Estados Unidos, na Universidade de Notre Dame, em Indiana, e na Universidade Estadual de Michigan.

    Já em 2008, o grupo lançou seu terceiro CD, "Que Samba Bom Ao Vivo", gravado no Centro Cultural Carioca, residência fixa do grupo na Lapa ao longo de 11 anos. O álbum inclui a canção "Errei", que compôs a trilha sonora de Caminho das Índias, novela da Rede Globo, além de faixas assinadas por compositores da nova geração e releituras de sucessos do cancioneiro popular. Neste trabalho o grupo recebeu o cantor e compositor Zeca Pagodinho.

    No ano de 2011, o Sururu na Roda lançou o disco "Se Você Me Ouvisse – 100 Anos de Nelson Cavaquinho, em homenagem ao centenário do eterno sambista. Este foi o primeiro disco do Brasil viabilizado pelo crowdfundind e rendeu ao grupo sua primeira indicação ao Prêmio da Música Brasileira como melhor grupo de samba.

    O projeto fonográfico mais recente foi o DVD “Sururu na Roda Ao Vivo” que rendeu ao grupo o Prêmio da Música Brasileira como Melhor Grupo de Samba em 2014 e contou com participações especiais de Diogo Nogueira, Péricles, Monarco e Dona Ivone Lara.

    O Sururu na Roda participou da série de DVDs Samba Social Clube volume 1, 3 e 4 − projeto que reuniu artistas consagrados, como Beth Carvalho, Zeca Pagodinho, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Arlindo Cruz, entre outros, em regravações de clássicos do samba.

    Ao longo de sua trajetória o grupo representou a música brasileira em eventos promovidos pelas embaixadas brasileiras em países como Costa Rica, Guatemala, Tunísia, Belize, Vietnam e realizou turnês nos Estados Unidos e Argentina. Em dezembro de 2014 o grupo realizou turnê de 22 shows em 20 cidades do Japão, com enorme aceitação e sucesso de público produzida pela Latina e pelo grupo Min-On. Um DVD com shows da turnê será lançado no primeiro semestre de 2016, celebrando toda esta trajetória.

    O grupo já se apresentou em vários teatros e casas de espetáculo pelo Brasil, em concertos solo e na companhia de artistas como Nei Lopes, Walter Alfaiate, Dona Ivone Lara, Monarco da Portela, Nelson Sargento, Délcio Carvalho, Elza Soares, Sandra de Sá, Moraes Moreira, Zé Renato, Moacyr Luz, Marquinhos de Oswaldo Cruz, Tia Surica da Portela, e ao lado de artistas da nova geração, como Edu Krieger, Roberta Sá, Rodrigo Maranhão, Teresa Cristina, Casuarina entre outros.


    Os Integrantes

    Nilze Carvalho (voz, bandolim e cavaquinho)

    Chupeta na boca e cavaquinho no colo, aos cinco anos, tocando "Acorda Maria Bonita", de Antônio dos Santos. Foi nesse cenário que o talento de Nilze Carvalho foi descoberto por seu irmão mais velho. Ao perceber sua sensibilidade musical, seu pai, também músico, lhe deu um cavaquinho e passou a se apresentar ao seu lado. Aos sete anos, Nilze já havia participado de diversos programas na extinta TV-Rio e no Fantástico, programa da Rede Globo, e do 1º Festival de Choro do João Caetano, no posto de menina-prodígio.

    A instrumentista, dos 11 aos 14 anos, gravou a série de LPs Choro de Menina – Volumes 1, 2, 3 e 4 –, como bandolinista, e Chorinho de Ouro. Nilze se apresentou e participou de gravações em diversos países, como Estados Unidos, Itália, França, Argentina, Japão, Suíça, Espanha, China e Austrália.

    Nilze também cantou e tocou no espetáculo O samba é minha nobreza, produzido por Hermínio Bello de Carvalho, e no show Lembranças cariocas, que resultou em um CD produzido por Lefê de Almeida, além de contribuir musicalmente para o teatro, em De Getúlio a Getúlio: A história de um mito, de Sérgio Britto, Soppa de letra, de Pedro Paulo Rangel e O homem, a mulher e a aposta, de Maria Helena Kühner.

    A cantora também participou da gravação dos DVDs Gafieira, de Zeca Pagodinho, Cidade do Samba, ao lado de Dona Ivone Lara, e Nei Lopes, com o ilustre sambista.

    Sambista já consagrada, contribuiu com grandes nomes da música popular brasileira e internacional, como Dona Ivone Lara, Alcione, Zeca Pagodinho, Zélia Duncan, Jair Rodrigues, Zé da Velha e Silvério Pontes, Mart’nália, Olívia Hime, Sadao Watanabe, Stephano Bollani e tantos outros. 


    Fabiano Salek (voz e percussão)

    Filho de pais músicos, Marcos Leite e Eliane Salek, Fabiano licenciou-se em música na UNIRIO, berço doSururu na Roda, complementou seus estudos com grandes nomes, como Pascoal Meirelles, Oscar Bolão, Rodolfo Cardoso, Fabio Luna, Léo Lebons, Marcos Suzano e Marcio Bahia.

    Além de sua participação no Sururu na Roda, Fabiano também atuou como professor de percussão e musicalização na FAETEC, Cigam, Casarão dos Prazeres, Maracatu Brasil, Eliezer Stainberg, Espaço Educação e Talmud Thora.

    Assim como os outros integrantes do Sururu na Roda, contribuiu com seu conhecimento de arranjador e diretor musical nos espetáculos De Getúlio a Getúlio: A história de um mito e Ai, Ai, Brasil!, ambos de Sérgio Britto. Além desses trabalhos, atuou como músico em outros tantos espetáculos, como Doidas Folias, no Festival de Teatro Jovem de Lion, na França, O Auto da Compadecida, de Antônio Abujamra, Cartola, de Vicente Maiolino e Roberto Gnattali, Opereta Carioca, com Gustavo Gasparani e Soraya Ravenle, e Carmem de Bizet, adaptação de Augusto Boal e Marcos Leite, no Festival de Cartier D’Eté em Paris.

    Fabiano também se apresentou ao lado de grandes nomes da música brasileira, como Garganta Profunda, Eliane Salek, Tim Rescala, Edu Krieger, Mulheres de Hollanda, Nei Lopes, Walter Alfaiate, Nelson Sarjento, Wilson das Neves, Carlos Malta e Pife Muderno, Maogani, Ana Costa, Anna Luisa, Mariana Baltar, Pedro Lima entre outros.


    Sílvio Carvalho (voz, cavaquinho e percussão)

    Menino-prodígio no cavaquinho e bandolim, Sílvio começou a tocar aos nove anos de idade. Aos 11 anos apresentou-se com sua irmã, Nilze Carvalho, no quadro Criança Prodígio, no programa Fantástico, da Rede Globo. De lá pra cá, não saiu mais do mundo do samba, quase sempre contribuindo com o seu talento como percussionista.

    Apresentou-se em várias casas de espetáculo, no Brasil e no exterior, geralmente em parceria com sua irmã. Em 1992, viajou pela primeira vez para o Japão, onde fez shows em cidades como Tókio, Osaka, Kobe e Kanazawa até o ano de 1997. Em 1998, foi para China, onde fez uma temporada de dois anos na cidade de Shanghai, se apresentando para celebridades locais e para os consulados do Brasil, de Cabo Verde e da China.


    Sururu Formado:




    Pureza de um amor:





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