• Um caldeirão de pura cultura baiana

    Forró na Bahia

    MAM-BA encerra programação comemorativa de 50 anos no Solar do Unhão





    O Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA) recebe o público nesta sexta-feira, 29, para o último dia de atividades do MAM Manifesto. A programação começa às 9h, na Sala Walter da Silveira, com mais uma edição do MAM Discute Bienal, que recebe o artista Marcondes Dourado com uma pergunta: Como chegar junto?. No Casarão – principal espaço expositivo do museu –, o Grupo de Dança Contemporânea da UFBA apresenta, às 17h, o espetáculo Cabaça, uma homenagem ao músico Walter Smetak. Em seguida, a artista pernambucana Oriana Duarte vai compartilhar sua experiência no projeto Nós, errantes: escritos de existência, falas de uma artista - contemplado pela Bolsa Funarte de Estímulo à Produção em Artes Visuais 2013.

    A programação foi realizada durante todo o mês de novembro, quando o MAM-BA comemorou 50 anos de sua instalação no Solar de Unhão, à época de sua primeira diretora, a arquiteta italiana Lina Bo Bardi. A abertura do calendário MAM Manifesto foi marcada pela Noite do Oráculo, com o artista Arthur Scovino. O ator transformista Mitta Lux e os diretores de teatro Márcio Meirelles e Fernando Guerreiro também deixaram suas marcas no museu, com a leitura de manifestos artísticos de grande importância para a cultura brasileira – como o Antropofágico e o do Rio Negro –, que foi acompanhada pelos músicos da Orquestra Sinfônica da Bahia (OSBA).

    “Nós propomos uma experiência alternativa ao espaço do museu apenas como um salão de exposição e ficamos muito felizes com a resposta das pessoas que vieram e participaram de todas as propostas de uma maneira muito intensa. A nossa intenção de criar uma cultura participativa do museu em relação à cidade se concretizou, foi um das mais belas, eficazes e sólidas experiências desse ano”, ressalta o diretor do MAM-BA, Marcelo Rezende.

    Durante as atividades do programa, o MAM-BA também apresentou ao público suas novas publicações. A principal delas foi a Revista Contorno, a partir da qual o museu cria sua própria narrativa, processos, documentação e pensamento. Já o Panfleto Sanitário, que chegou a sua segunda edição em novembro, incentiva a participação das pessoas na vida da instituição sem que precisem estar fisicamente nela. Distribuído pelos banheiros e murais informativos da cidade, o Panfleto proporciona uma conversa curta e coletiva que antecipa temas importantes para a 3ª Bienal da Bahia e para o atual cenário das artes.

    Já a série de cartões postais dedicados à primeira diretora do museu, a arquiteta italiana Lina Bo Bardi, foi lançada no dia do encontro de Cozinha Relacional, organizado pelo artista Maxim Malhado e por Gilmar Feitosa, no Casarão do MAM-BA. Durante evento gratuito, foram servidos mingaus de tapioca e milho branco, bolo de laranja e cafezinho. Na ocasião, o público participou do Karaokê D’Or – instalação realizada pelo artista e curador Orlando Maneschy, dedicado à música e à livre expressão.


    MAM Discute Bienal: Como chegar junto?

    Por meio de seus trabalhos, Marcondes Dourado se mostra interessado nos acontecimentos e movimentos das ruas de Salvador. Com eles, o artista tenta criar uma relação real com circuitos que não são legitimados ou reconhecidos pelos dispositivos e pelos agentes da cultura estabelecida na Bahia. Para o debate sobre “Como chegar junto?”, o MAM Discute Bienal recorre à figura do artista visual, cineasta e performer, que já teve suas obras exibidas em diversos festivais, bienais e exposições pelo Brasil e no exterior.

    O encontro dá continuidade ao processo de conversas públicas iniciado em abril deste ano, como preparação para a 3ª Bienal da Bahia, que acontece de maio a setembro de 2014. Na primeira temporada dos encontros, os temas propuseram discussões sobre modelos e possíveis respostas ao formato da mostra. Agora, na segunda temporada, a proposta do projeto é abordar experiências realizadas no campo artístico que apresentam potencialidades úteis ao projeto curatorial da Bienal.

    Marcondes Dourado foi premiado no VideoBrasil, Bienal do Recôncavo, Jornada Internacional de Cinema da Bahia, Festival 5 Minutos e Cinefuturo, entre outros. Atualmente, é diretor de Audiovisual da Fundação Cultural do Estado da Bahia.


    Espetáculo Cabaça
    O Casarão do MAM-BA recebe a apresentação de Cabaça: homenagem a Walter Smetak, do Grupo de Dança Contemporânea da UFBA. Dirigido por Gilsamara Moura e Carmen Paternostro, o espetáculo é descrito por seus idealizadores como uma celebração etnomusical, mas também como um rito de passagem, onde o grupo compartilha com o público o resultado de seus processos de troca e experimentação. 


    Nós, errantes: escritos de existência, falas de uma artista
    Contemplado pela Bolsa Funarte de Estímulo à Produção em Artes Visuais 2013, o projeto Nós, errantes propõe a execução gráfica de uma série de cinco livretos e sua exposição exploratória através de apresentações públicas. O trabalho da artista explora as suas vivências artísticas ligadas às atividades com remo, que acompanhou e realizou em diferentes cidades do Brasil. A apresentação no Casarão do MAM-BA é resultado da justaposição de diversas ações voltadas para a metáfora de remar e do modo como ela se deu nos processos desenvolvidos pela artista. Na descrição do projeto, a artista registrou: “Após quase tudo ser dito, todos vão embora levando consigo os livretos e a escuta de uma fonte, a ecoar ao longe”. 


    ENCERRAMENTO MAM MANIFESTO – SEXTA-FEIRA (29/11)

    MAM Discute Bienal

    Onde: Sala Walter da Silveira (Biblioteca Pública do Estado da Bahia)

    Horário: ­9h


    Espetáculo Cabaça + “Nós, errantes: escritos de existência, falas de uma artista”

    Onde: Casarão do MAM-BA

    Horário: 17h



    Fonte: Núcleo de Comunicação
    Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA)

    0 comentários: