• Um caldeirão de pura cultura baiana

    Forró na Bahia

    127 Horas






    Posso dizer que o diretor Danny Boyle (ganhador do Oscar por "Quem Quer Ser Um Milionário?") tentou com “127 horas”. Não chegou ao detalhismo e a excentricidade da primeira aposta, mas que ele tentou...tentou. E a gente tem mais é que parabenizar quem o faz.

    Quem viu “ Enterrado Vivo” , levanta a mão! O 127 só tem mais detalhes, é mais “amplo”. Mas a idéia é praticamente a mesma. Uma impossibilidade. Só que o 127 tem um final bem mais feliz. Já passei por uma situação de completo aperto e desespero tipo “vou morrer mesmo” e um filme inteiro passa pela sua cabeça. Você se cobre de arrependimentos. Aquele telefonema que você não atendeu, aquele perdão que você não deu...blabla. E é isso este filme. Nervoso, ou seja, tenha paciência e sangue frio. O filme parece um videoclipe em alguns momentos, mas durante o processo você vai entender o porquê da necessidade do diretor dividir a tela em 3 ambientes... vale a comparação!

    No fundo, me senti vendo um ritual de transformação. Como se ali , Ralston (o alpinista) precisasse resgatar todos os erros urgentemente para reviver de forma livre, sem culpas e sem maiores problemas. Economizando água, comida e paciência, James Franco diz a que veio se separando definitivamente do sofrível amigo do Homem Aranha.

    Como ele sai da rocha na qual fica preso, a partir de um certo momento do filme, fica muito óbvio, mas dolorido de qualquer forma. Necessidade zero do diretor mostrar tão detalhadamente o processo. De toda sorte, o filme vale à ida ao cinema... mas sem grandes afetações. Um filme de auto-ajuda praticamente. É daqueles que você pára para pensar: estou fazendo a coisa certa na minha vida?


    Adriana Favilla





    1 comentários:

    Maria Inês disse...

    Gostei muito do filme, nos mostra a saga de um cara completamente egoísta, que se vê entre a esperança e o conformismo da morte. Até no fato da duvida se amputa ou não o braço já é um traço de egoismo. Vale a pena a reflexão da angustia que é não saber o que acontecerá daqui a 10 minutos.
    De 0 a 5, daria 2.
    Poucas mudanças de cena,pouca introduçã, de resto só a instrospecção.

    Um forte abraço
    Até sempre

    Maria Inês Gonzalez