• Um caldeirão de pura cultura baiana

    Forró na Bahia

    Dendê no Tacho – Coluna Semanal


    Foto: Carla Palmeira

    A coluna estreou em alto e bom som. Estreou com um “esquema” que trouxe muito ritmo, e venhamos e convenhamos, nada como batidas de boa música para anteceder a mistura de sons que o Carnaval em Salvador oferece.

    E para manter o tom, falemos de criatividade. Existem várias definições diferentes para criatividade. Segundo Flieger (1978), "manipulamos símbolos ou objetos externos para produzir um evento incomum para nós ou para nosso meio" e Stein (1974) diz que " é o processo que resulta em um produto novo, que é aceito como útil, e/ou satisfatório por um número significativo de pessoas em algum ponto no tempo". Um tema abrangente como esse tem sido o sabor de algumas bandas baianas. Poderíamos arriscar a dizer que a criatividade é a pimenta no acarajé, o tempero da moqueca, é aquele doce que só a baiana sabe fazer. É isso aí!

    E como naturalmente as coisas podem surgir, as ultimas produções vêem de uma ideia insana, um olhar apurado pelas lentes de uma máquina, a integração de uma equipe (banda e fotógrafo), a originalidade.

    Cito como exemplos o clipe da Banda Baiana Vivendo do Ócio, dirigido e produzido por Rafael Kent que além de tudo que um clipe deve ter, rendeu um texto dos bastidores da produção ( http://okent.tumblr.com ). A Banda Maglore apostou no efeito de “Stop Motion” no Clipe Demodê e arrasou nesse mercado, fotografado por Marceleza Castilho (Guitarra e voz da banda Suinga) e Suzanne Bouron, montando por Filipi Pauli, as imagens foram feitas em Nieul, na França ( http://twixar.com/v4C6PdnJ ). Depois da premiação do BTR (Bahia de Todos os Rocks) os meninos da Banda Quarteto de Cinco fizeram uma série intitulada por “Frio na Barriga” que antecedia a apresentação do Festival de Verão ( http://twixar.com/pv1dQQ1 ) e trouxe diversão nos fins de tarde de tédio, acredito que esse foi apenas o primeiro passo para aguardamos um clipe”, a série fora dirigida e produzida por Victor Jimmy e a própria banda. Já a Banda Pirigulino Babilake aproveitou a oportunidade de estar em São Paulo com apresentação na Fnac e gravou o primeiro clipe da carreira com a música “Salve-me”, dirigido por Karine Ades e o americano Jared Levy, que passava pelo Brasil para produzir um documentário sobre grafites, imagine o que vem por aí.

    Falemos de “Axé”, com uma combinação de indumentarias que relembram os anos 80, óculos escuros de armação colorida e um jeito divertido de ressaltar a musicalidade do “Axé Retrô”, surge a banda Suinga, com dois clipes que mostram pontos turísticos de Salvador e letras que marcam o cotidiano baiano (http://twixar.com/isN9 e http://twixar.com/t5DM0j ), usando o twitter a banda começou a ter seguidoras intituladas de “binhas”, no myspace, outra fonte de bons resultados para bandas independentes, a Suinga abre espaço para participação do público enviando foto e colocando sua marca, na proposta: “Suinga sua Foto”.

    São todos esses ingredientes, uma parceria entre as bandas e um conhecimento do que as redes sociais possam proporcionar ao favor da divulgação, que até o momento tenho visto resultados louváveis de aplausos e admiração.


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