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    Forró na Bahia

    Samba foi o prato principal do projeto Cantando com os Compositores ontem (09) no Pelourinho




    Quando as luzes acenderam, uma cantora com um vestido colorido na predominância da cor lilás, com músicos ao fundo trajados todos de branco e com chapéus, revelou que samba se faz onde o coração está. Juliana Ribeiro, cantora de um carisma arrebatador e pesquisadora da origem do samba, abriu a segunda edição do projeto Cantando com os Compositores, no Largo Tereza Batista, na noite de ontem, 09, com a participação de dois renomados compositores, Roberto Mendes, de Santo Amaro, e Edil Pacheco, de Maragogipe. O projeto faz parte da agenda Tô no Pelô, do Pelourinho Cultural, programa da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia.

    “A ideia do projeto é tornar os compositores conhecidos, levando ao público a imagem, a identidade musical e a timbragem vocal deles. Quando uma canção é ouvida no rádio, as pessoas conhecem o cantor, conhecem os nomes dos compositores, mas não sabem quem eles são. O objetivo de Cantando com os Compositores é trazer isso ao grande público. Se não tivessem esses caras, o que a gente ia cantar? O palco é o lugar de direito deles”, afirmou Juliana Ribeiro.

    No repertório do show, a cantora homenageou também outros compositores que contribuem em peso com a produção do samba na Bahia. A música Edith de autoria de J. Velloso resgatou um pouco da história de dona Edith do Prato, autêntica sambista do recôncavo baiano que criava música com a ajuda de pratos e talheres, através da voz de Juliana. Já as músicas Tico-tico de composição de Zequinha de Abreu e Disseram que Voltei Americanizada de Luiz Peixoto e Vicente Paiva foram tributos feitos à cantora e atriz Carmen Miranda. A interpretação das duas canções foi um dos ápices da apresentação, onde o público aplaudiu Juliana Ribeiro por sua afinada técnica musical e por seu talento inquestionável.

    Ao final da sua homenagem aos diversos sambistas, a cantora trouxe ao palco o compositor Roberto Mendes e deu a ele toda a autonomia para ser o centro da apresentação. Roberto, natural de Santo Amaro, apresentou músicas de sua autoria acompanhado de um violão e da banda que tocava violão, flauta transversal, baixo, percussão, pandeiro e bateria. O compositor destacou a importância do cantor para o compositor. “Eu acho que a melhor coisa para o autor é ter sua música na voz do interprete, essa é a melhor tradução do seu trabalho”, disse.


    Fonte: Texto & Cia


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