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    Forró na Bahia

    Grupo Okaris lança seu primeiro CD no Pelourinho com cinco horas de muito rap



    Da periferia diretamente para a indústria fonográfica, esta foi a trajetória da banda de rap Okaris. Fundada em 1996 com o nome de Velório Negro, o grupo, que tem sua história constituída no bairro da Santa Mônica, se prepara para o lançamento do seu primeiro CD no dia 15 de outubro, no Largo Tereza Batista, no Pelourinho, a partir das 19h. O show da banda, composta por MC Marão, MC Adilson, MC Tibe e DJ Paloso, terá a participação de outros grupos de rap baianos como o Nova Saga, A Célula, Convicção da Missão, Conceito Negro e TGK MCS. A apresentação faz parte da agenda do Pelourinho Cultural, programa da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia.

    O nome Okaris foi criado e definido por MC Tibe como “Deus me persegue, Deus te observa”. O lançamento do CD, homônimo da banda, traz a temática das composições do grupo, com letras que vêm da realidade vivida nos bairros periféricos de Salvador. O estilo musical escolhido deixa isso claro, pois é a partir do rap que os componentes da Okaris fazem a ponte entre a arte e a denúncia social. O projeto também é fruto do esforço e dos 14 anos de experiência da banda na cena musical baiana.

    Com o aumento da fama, a Okaris acabou abrindo shows de artistas famosos como Athaíde, Facção Central, MV Bill, Racionais, Pavilhão 9, Faces do Subúrbio e Código Fatal. MC Tibe revela que o reconhecimento da banda abriu várias portas que resultaram na gravação do CD. “Nós fizemos uma música chamada Eu e Ela, que ganhou o prêmio de melhor música-tema AIDS da CREAIDS – Centro de Referência a AIDS. Nós recebemos um certificado e tivemos a oportunidade e o grande privilégio de gravar essa música”, diz.

    Para Tibe, o rap deve ser valorizado, pois a partir dele o artista pode se expressar. “O Rap é uma música diferente, não para diminuir outros estilos, mas é uma música que dá liberdade, para falar, para se expressar”. Em relação ao álbum de estreia, MC Tibe diz que esta foi uma grande conquista da Okaris, “Será o nosso primeiro CD, mais profissional e com uma melhor qualidade. Um CD demo foi dado a algumas pessoas conhecidas, quando a banda ainda era chamada Velório Negro”.

    Quando o assunto é representatividade, o grupo acredita que a periferia é representada na cultura baiana, mas afirma que nem todos têm a oportunidade de mostrar a sua arte. O lançamento do CD Okaris, portanto, irá concretizar um sonho que para MC Tibe era difícil de realizar, mas que hoje é possível.


    Fonte: Texto & Cia


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