• Um caldeirão de pura cultura baiana

    Forró na Bahia

    Dão apresentou sua black music com sotaque afro-baiano ontem




    Uma festa Black retrô com sotaque baiano. Foi assim o show de Dão que junto com sua Caravanablack embelezou a noite de ontem (17) no Largo Tereza Batista. A apresentação foi uma realização do Pelourinho Cultural, programa da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia.

    O cantor e compositor baiano causou frisson ao subir ao palco com um traje setentista com muito brilho e, sobretudo, personalidade com lantejoulas, calça boca-de-sino e um sapato platarforma. Revelação não somente da música black, mas da cena musical brasileira, Dão contagiou baianos e turistas com seu som universal que tem a música negra como carro-chefe, mas é influenciada pelo reggae, soul music, rock’n roll e pela música popular brasileira. O showman baiano prova a cada dia que é um artista completo, seja pela sua performance no palco ou pela sua bela voz e seu suingue de “negão”, como ele próprio afirma.

    No repertório, destaque para as canções autorais que fazem parte do seu primeiro álbum, Para Embelezar a Noite, como a canção homônima e a ótima e “funkeada” Não Vai Dizer que Vai Ficar de Fora Desse Samba. É desta última os sinceros versos “você que curte o som dessa batida/enfrenta os desencontros dessa vida/e muitas vezes/samba mesmo sem querer”. Outras canções do artista como Quilombolasoul e Blackmusica também não ficaram de fora. “É muito legal estar de volta ao Pelourinho e mostrar mais um pouco do meu trabalho”, afirmou Dão que mais uma vez agradeceu ao Pelourinho Cultural pela oportunidade. O baiano brindou o público ainda com releituras pulsantes e cheias do suingue, das músicas Da Asa do Vento, de Caetano Veloso, Samba da Benção, de Vinícius de Moraes e Refazenda, de Gilberto Gil.

    O Pelô não para – No Largo Pedro Archanjo o balanço ficou por conta do forró elétrico da banda Frutos Tropicais. No Largo Quincas Berro D’Água aconteceu o ensaio do bloco Os Sacerdotes com o grupo de samba duro Viola de Doze, que elevou a temperatura no Centro Histórico de Salvador.

    Fonte: Texto & Cia.


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